segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lerê-lerê, ou quiltando à moda Amish

Para quem está acompanhando a saga do nosso coin quilt #4: saibam que crafty-mom continua no lerê-lerê. O processo todo é lento e cansativo, mas estamos completamente apaixonadas pela colcha, que segue, em julho, para a mini-cama do meu querido sobrinho, em Vila Velha-ES.

Quiltando à mão
Ao contrário das Amish, ela detesta usar dedal... pobrezinha! Mas mostra, com orgulho, os dedinhos calejados!

Muita gente confunde o patchwork, que consiste no processo de corte e costura dos retalhos, com o quilting propriamente dito. O quilting (ou quiltagem, como a gente vem usando) é o processo de juntar o tampo  (top) e o forro da colcha, fazendo um "sanduíche" com uma manta acrílica (ou qualquer outro tipo de "recheio") por meio de costura, que pode ser feita à mão ou à máquina. Já falamos disso aqui. Pois bem, voltando ao coin quilt: eu (Helena) fiz o patchwork e, agora, crafty-mom o está quiltando completamente à mão. O pesponto é feito assim, à moda Amish: dois pontinhos de uma vez.

Quiltando à mão

Só não vamos dizer que estamos seguindo à risca os ensinamentos das quilteiras Amish porque elas seguem um código que é uma "loucura". Trata-se de uma prática tradicional, segundo a qual não se deve deixar espaços vazios por mais do que duas polegadas, chamada de "regra das duas polegadas" (2'' rule). As Amish reconhecem que, com o material hoje disponível no mercado, isso não é mais necessário, mas são resistentes à mudança, e vão continuar seguindo a regra, a menos que o futuro dono da colcha especifique que quer o trabalho feito de outra maneira. Vejam este site Amish. Há preços para contratar todo tipo de serviço, seja o trabalho completo, seja só a parte do corte,  só a parte da marcação, ou só a parte da quiltagem. Achei interessante a história desse tampo de 120 anos, que passou de geração em geração (foram 6 gerações ao todo) em um baú de cedro e que, finalmente, se transformou em colcha, pelas mãos dessas quilteiras maravilhosas:

Log cabin tradicional: um verdadeiro tesouro de família. Ficou guardado em um baú de cedro por 120 anos!

(por Helena)

5 comentários:

Paula Louceiro disse...

Mas com certeza todo o esforço valerá a pena. Já está ficando lindo o trabalho. E adorei essa colcha. Menina, que coisa impressionante, 120 anos!!!
Espero que meus Ufo's não demorem esse tempo todo para serem terminados, rs.
Bjokas

Betty Gaeta disse...

Lindo trabalho. Parabéns.
Bjkas e boa noite.

Ana Matusita disse...

Vcs são mulheres muuuito corajosas!!!
Minhas ídalas!!! hehe
Bjs,
ana

Mariane disse...

Ai se este sobrinho não cuidar muito bem dessa colcha eu vou pra ES puxar a orelha dele! rs

Andréa disse...

Parabéns pelo trabalho, meninas! A colcha está ficando linda.
Nos vemos no sábado.
Um beijo,
Andréa.