sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Retrô revisitado - o porta-agulhas da Mãe Yayá

Meu pai chamava assim a minha mãe: Mãe Yayá. Yayá era o apelido de família da D. Anna, que já nasceu com uma agulha de costura na mão. Guardo este porta-agulhas com muito carinho - é uma lembrança física que tenho dela. Foi feito na década de 70, e todos os componentes foram reaproveitados de outras peças.

Relíquia

Relíquia
Reparem no detalhe da pressão bem em cima do miolo da florzinha do tecido.

O tecido é de um vestido meu, de grávida; o gorgorão, não me lembro de onde ela usou; algum debrum para um bolso ou gola (mamãe era criativa). Mamãe tinha diploma de costura:

Sobre o diploma: postagens - Em algum lugar do passado; Baixou a Danita ...
Esta postagem está nostálgica ... mas não está melancólica. A Wikipedia define a nostalgia como " um termo que descreve uma sensação de saudade idealizada, e às vezes irreal, por momentos vividos no passado associada com um desejo sentimental de regresso impulsionado por lembranças de momentos felizes e antigas relações sociais". Não precisa disso tudo: minha saudade é real, os momentos foram felizes e sei que não voltam. No entanto, me lembro nitidamente da tarde em que fizemos, juntas, o porta-agulhas. O modelo foi copiado de uma coleção chamada Mãos de Ouro. Eram fascículos publicados semanalmente. Isso também me leva ao passado. Eu os comprava na banca de jornais do Bairro Peixoto, às quartas-feiras,  se não me engano, quando saía para pegar o ônibus que me levava ao Colégio Estadual João Alfredo, em Vila Isabel. Como eu gostava do colégio e dos alunos!


Alguém se lembra?

Encontrei na blogosfera duas referências interessantes sobre essa coleção. Uma, da querida Andréa Cordeiro, do blog A Casca da Cigarra; outra do Garota Prendada, numa crônica escrita pela Graziella Moretto.
Aqui, a minha versão, de 2013:

Porta-agulhas

Desta vez, usei botão imantado e debrum em toda a volta. Não uso o termo "viés", porque cortei no fio reto, e não, enviesado.

Porta-agulhas
Os tecidos nos foram gentilmente fornecidos pela Círculo S.A.

Botãozão preto, escolhido pela Helena:

Porta-agulhas

Os dois juntinhos - 40 anos de diferença!

Teaser

Pretendo postar um PAP, em breve.
(por Cecilia)

6 comentários:

Bonequeiras sem Fronteiras disse...

Cecília, que post mais lindo, que delicadeza este respeito pelas raízes...a coleção Mãos de Ouro marcou minha infância também e eu a resgatei da casa da minha mãe e tenho por completo aqui agora. Os agulheiros de ambas ficaram ótimos, louca esperando o PAP,ok? Beijo Grande

Ana disse...

Oi, Cecília:
Eu estava curiosa para conhecer a história desse porta-agulhas.
Tinha visto a foto no flickr.
Amei o post.
O novo agulheiro é lindo, mas não tirou o brilho do 1º.
Aguardo o pap.
Bjusss

Andréa disse...

Olá, Cecília.
Minha mãe ainda tem os livros da coleção Mãos de Ouro. Aguardo ansiosa pelo PAP e vou tentar fazer um porta-agulhas para dar de presente para ela.
Um abraço,
Andréa.

simone arrais disse...

Lindo post, como sempre! Adorei a elucubração sobre nostalgia, saudades, tempos bons que voltam à memória por meio de cheiros, sabores... e agulheiros! Lindo, mal posso esperar o PAP! Bjs!

Lia disse...

Olá!!
Uma lembrança valiosa!! Adorei o post!!
Bjus

Eliane disse...

Adorei conhecer sua estampa antiga, vc me falou dele outro dia.É tão bom quando temos recordações tao doce de alguém. Sua versão atual tambem ficou linda mas nada supera o charme de uma peça vintage.
Um beijo grande da Eliane.