quinta-feira, 1 de maio de 2014

Maio e o céu de Brasília (elucubrando)

Brasília tem duas estações, todos sabemos, principalmente os que vivemos aqui. E que amamos viver aqui. Com maio, chega a estação da seca: as chuvas vão diminuindo e começam a florescer os ipês roxos. Em julho, a seca está bem presente; quem não está acostumado, sofre um bocado, mas ... os cremes existem para lubrificar a pele ... e é só não se esquecer de beber bastante água! O pôr do sol é magnífico nessa época ( mais ainda do que o normal). Quando chega setembro, os ipês amarelos esbanjam beleza! Tem também os ipês brancos ... E começa a chover ...
Maio e setembro são meus meses preferidos, já disse isso aqui (Chegou setembro!) e sobre maio escrevi aqui (O mês de maio). Já dizia Aristóteles  que a virtude está no equilíbrio ( Virtus in medium est - que maravilha as aulas de Latim do colégio das freiras, lá do Méier - colégio querido!). Será por isso que gosto desses meses? Maio - sem os rigores do verão -; setembro - sem os rigores do inverno -, que, afinal de contas, nas minhas terras, nem é tão rigoroso (falo de Rio de Janeiro e Brasília). O que me inspirou hoje nas minhas elucubrações foi esta foto da Helena com sua legenda:

Céu azulzinho do (quase) inverno em Brasília. Lindo demais!

"Céu azulzinho do (quase) inverno em Brasília. Lindo demais!"

Da minha janela, vejo o horizonte e a torre nova de TV. Muito verde (ainda) e muita beleza. Como amo esta cidade!
Toninho Horta e Fernando Brant cantam o céu de Brasília (uma Brasília que já foi mais tranquila - a canção é de 1980):


A cidade acalmou logo depois das dez
Nas janelas a fria luz da televisão divertindo as famílias
Saio pela noite andando nas ruas
Lá vou eu pelo ar asas de avião
Me esquecendo da solidão da cidade grande
Do mundo dos homens num voo maluco
Que eu vou inventando e voo até ver nascer
O mato, o sol da manhã, as folhas, os rios, o azul
Beleza bonita de ver nada existe como o azul
Sem manchas do céu do Planalto Central
E o horizonte imenso aberto sugerindo mil direções
E eu nem quero saber se foi bebedeira louca ou lucidez.



(por Cecilia, num momento de tendresse pela cidade céu)



Um comentário:

Nina Dias disse...

Hummm lindo céu e lindas flores!
bjs