sexta-feira, 16 de abril de 2010

Que mané "Amélia"

Hoje, uma amiga minha, depois de ver meus trabalhos no Flickr, me liga e diz: "Meniiiiina, eu desconhecia esses seus dotes de Amélia!" Disfarcei e dei um risinho, mas minha vontade foi a de dizer que artes manuais, manualidades, crafts, enfim, são coisa de gente descolada, moderna, antenada...! Nos Estados Unidos, Europa, Japão, isso já é fato, mas, no Brasil, o artesanato (reparem como estamos evitando, cada vez mais, o uso dessa palavra, que ficou estigmatizada) ainda está associado a coisas "breguinhas", de gosto duvidoso.

Para provar que ela está errada, deixo aqui uma galeria com fotos de trabalhos manuais que considero super cool:





É óbvio que se trata de uma minúscula amostra do que se tem feito de bonito por aí. Basta dar uma voltinha pelo Flickr para notar que os tempos são bem outros. Então, vamos lá, em coro: "Que mané 'Amélia'!"
(por Helena)

22 comentários:

Nilda Biagio disse...

Olá Helena
Estou contigo...``Que mané Amélia!!!!``
Bj
Nilda

rosana sperotto disse...

Helena, quem tem mais de 50 já viu esse filme em outras áreas também, como na cozinha. Olha, não faz muito tempo, era olhada meio de lado quando me atrevia a confessar meu apaixonamento pelas panelas. E hoje, graças a uns bem mais corajosos que levantaram as caçarolas pelo direito de cozinhar por curtição, e sem estigmas, passou a ser uma qualidade glamourosa... Tenho fé que com o artesanato (é verdade, o termo tá marcado mesmo) a coisa não demore tanto para mudar. Já percebo uma certa "invejinha" das menos habilidosas (rsrs). Beijos e um ótimo fim de semana!

anaeartes disse...

Helena, ainda hoje comentei com meu marido...Mulher inteligente, sabe bordar!!!Foi um meio de dizer pra ele o que vc expôs aki!!! Amélia pejorativa não, mas a mulher de verdade, até q aceito!!!!Bkjkssss
Ana

Rosana disse...

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!

Cecilia Meireles


Um otimo e abençoado final de semana
bjs

Livia disse...

Helena, me juntei ao coro mesmo! Até precisei escrever um pouco mais sobre isso lá no blog....
Beijos...

Evelize disse...

Ih, já ouvi cada coisa que nem te conto! Um dia uma amiga da minha mãe a meu respeito: "Mas isso é coisa de gente da terceira idade". Imagine como amei o comentário! Mas, não ligo não. Acho que toda mulher ama fazer crafts, ou, se não ama ou não sabe fazer, inveja que os faz!!
Um beijo.

Mariane disse...

Também sofro do mesmo mal e espero inventarem um novo nome para dona-de-casa...rs

Célia Regina disse...

O brasileiro, infelizmente, tende a ver o trabalho manual, seja ele qual for, como algo de "Amélia" ou de gente sem instrução e não como uma habilidade ou talento.
Acabam esquecendo o fato de que, mesmo as "Amélias" fazem falta hoje em dia. Porque, com as mães também tendo que trabalhar, as crianças acabam crescendo sem a devida orientação e muitas famílias deixaram de existir da forma que deveriam ser.
Precisamos nos reeducar.

epdias disse...

Oi, H! Concordo. Aliás, que bolsinha linda de crochê, fui lá na loja ver mais, me deu vonta de voltar a fazer coisas em crochê, faz taaaanto tempo que eu não pego em uma agulha... Bjs E.

Cecilia e Helena disse...

Edi, eu tenho uma bolsa da Sara Aires, dá uma olhadinha aqui:
http://www.flickr.com/photos/helenaguerravicente/3854212572/sizes/o/in/set-72157622009825023/
Beijão!
Helena

Marina Abreu disse...

Eu sou Amélia do século XXI, com muito orgulho. Sem opressão, por opção. Leio bastante, sou ligada nas coisas, costuro, cozinho, sou MÃE, tenho meu trabalho, meu lazer, minha dignidade. Sou feliz e tenho a consciência de estar contribuindo pelo equilíbrio da minha família. Quem me vê andando na rua jamais vai pensar que adoro cozinhar e sentar em frente a uma ma'quina de costura... isso é tudo de bom!

Acho que ao invés de tentar impedir que sejamos chamadas de Amélias, que tal tentarmos renovar o termo? Você fez isso no seu post, mostrou o que gosta de fazer, mas junto a tudo isso tem uma história de carinho por vc mesma, de opção pelo simples, de criar um novo significado para si mesma.

Quem trabalha o dia inteiro e não tem tempo pra essas coisas, delega a educação das crianças a seres ignorantes, come qualquer coisa pois não tem tempo, se acha melhor do que quem se dedica ter uma mente saudável, a ter prazer sem ir ao shopping, a aprender a fazer coisas lindas com as próprias mãos? E ainda vem te chamar de retrógrada? Ah, pera lá. Pena que meu blog não é pra essas coisas, senão, tascava-lhe um post pela renovação da imagem da Amélia, kkkk!!! A Amélia de hoje é uma mulher forte, que escolheu o próprio caminho, escolheu ser assim e sente prazer em ser assim.

Será que exagerei? Tem alguma coisa entalada? Rs...

Um beijo!

Cecilia e Helena disse...

Marina, entendo perfeitamente o seu desabafo!
Mas eu não acho que seja fácil renovar o uso de um termo... é algo que foge ao nosso controle. As pessoas usam o termo em seu sentido pejorativo mesmo... acho de repente mais fácil algo na linha do que sugere a Mariana aí em cima... "inventarem" um nome novo rsrsrs
Enquanto isso... vamos trocando mais figurinhas!

By the way... Amélia e Amelinha fizeram uns cookies ótimos ontem. E Amelinha acordou Amélia às 7h da manhã querendo bordar.

Beijão e uma ótima semana,
Helena

Cecilia e Helena disse...

Perdão, é Mariane, e não Mariana.
Beijos!

Marina Abreu disse...

Ahahah.. tá certo, não vou nem discutir com a Lena.. ops! :)

Bem, no final, Amélia é que é mulher de verdade! Porém, com um pouco de vaidade, que não faz nada mal, certo?! Rs!

Sobre os cookies... aqui estão saindo duas fornadas todos os fins de semana, todos AMAM, principalmente morninhos, hhmmm... já combinamos que os próximos serão de castanha e aveia. Depois digo se funcionou.

Vê se coloca um dedal no dedo da Amelinha, hahahaha... tem uns coloridos bem bacanas na MaGriffe. Beeeijo!

Cris Rosa disse...

Que mané Amélia!!!
rsrsrsrsrsrs
Adorei sua resposta!!!
Bjkas

Cecilia e Helena disse...

Ai, Marina, fui muito acadêmica? Affff... "lena" não... acho que prefiro "amélia" então kkkkk
Quanto aos cookies... aqui em casa tem que ser "plain"... Helô detesta "coquinhos". Tem que ser chocolate puro. Fizemos de chocolate branco.
Beijão
Helena

maçaroca da dê disse...

Chegando meio atrasada na discussão, concordo com a Marina, mas não levantaria a bandeira prá brigar por isso pois mal tenho tempo prás outras atividades (sou téc em eletrônica, téc em c. civil, mãe de 2 bbs, esposa, comerciante, padeira, confeiteira, dona de casa, e ainda me aventuro em algumas artes e em dar palpites nos blogs alheios... logo só me resta rir de quem não entendo o orgulho de ser "Amélia" literalmente. bjks e boa semana!
Denise Amélia

Andréa disse...

Oi, Helena.
Esses trabalhos são lindos! Adorei a bolsinha de crochê e os quilts. Concordo com os comentários da Rosana e da Evelize. Apesar do rótulo pejorativo, eu também sinto uma ponta de inveja em quem nos faz essas críticas.
Um beijo,
Andréa.

Laély disse...

Helena, isso sem falar que nosso artesanato já virou artigo de exportação, na moda e artigos para casa!
A bolsa de patch de crochê é uma coisa maravilhosa!
Eu acho que é preciso tratar isso com bom gosto, de forma profissional e com um olho no design e mercado, pra não virar algo de menos importância, ou parecido com "trabalhinho de escola", como costuma descrever a Vivi.

Sobre essa maneira arcaica e preconceituosa de olhar a mulher, eu cheguei a fazer um post no Bicha Fêmea.
Mas acho que não há melhor resposta do que mostrar que você dá conta muito bem dos trabalhos que faz, tanto dentro de casa, quanto fora.

Cecilia e Helena disse...

Laély, me fala que post foi esse?
Bjs
Helena

Laély disse...

Ah, Helena!
O link para o post é este aqui:
http://www.bichafemea.com/2010/02/24/bicha-femea-convidada-em-foco-laely/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blogbichafemea+%28Bicha+F%C3%AAmea%29

Ana Vergara disse...

acho lamentável que ainda tenhamos que mostrar e provar o quanto somos capazes... sabemos disso, e muito bem!
E vamos dar na cabeça de quem não acredita que seja possível ser uma Amélia moderna, sem medos e com muita capacidade de criação!
bjs