terça-feira, 26 de abril de 2011

Ai, coração alado!

Somente agora, mais de um mês depois (perdão, amiga!), vou postar a foto do lindo presente de aniversário que ganhei da queridíssima Déia 'Casca' Cordeiro. A Déia foi de uma sensibilidade incrível. Vasculhou o meu Flickr e notou um tema recorrente nas minhas fotos: corações alados. Adoro! Com isso em mente, criou o porta-tesoura e o scissor fob mais lindos e originais que eu já vi. Aliás, os dois viraram sensação lá no BananaCraft.

Corações alados
Estão morando aqui em casa!

Déia e eu nos conhecemos pessoalmente durante uma viagem que fiz a Curitiba. Quem quiser, pode reler sobre o encontro aqui.

Para não fugir ao tema, vou mostrar a coisinha minúscula que bordei durante o feriado. Vai de presente para uma outra Andréa! Talvez entre para o guinness como o menor alfineteiro do mundo...

O menor alfineteiro do mundo

É inevitável: não gosto da música e muito menos do cantor, mas, toda vez que o assunto é corações alados, começo a cantarolar... Aaaaaaaaaaaaaai, coração alaaaaaaaaaaado!...
(por Helena)

domingo, 24 de abril de 2011

Corte, costura e modelagem: primeiros passinhos

É com grande satisfação que apresento a primeira peça de roupa que fiz na vida: uma saia de inverno, que vocês viram nascer aqui. Costurar roupa é compleeeeexo, e é preciso muita paciência e força de vontade nessa hora.

Saia de inverno
Sandália CAS, camisa Shoulder, esmalte Impala e anel Monica Botner Cadji. Ao contrário da "prima" famosa, essa Guerra aqui não recebe patrocínio nenhum, então... nada de links. Quem se interessar, corre pro Google! :)))))

Utilizei uma lãzinha pela qual me apaixonei à primeira vista. Na aula, fiquei sabendo que teria um pouquinho de trabalho para lidar com o tecido, pelo fato de ele ser meio stretch e, portanto, meio rebelde. Deu, sim, um pouco de trabalho, mas nada comparado ao que estou sofrendo agora com a cambraia de linho que escolhi para o meu segundo projeto (uma blusa regata). Amei o resultado e, a propósito, a saia já foi devidamente 'inaugurada'.
Já vou me desculpando pela qualidade das fotos. A minha "equipe de produção" tem boa vontade mas não é das mais qualificadas!
(por Helena)

Páscoa, Pessah,Tiradentes, Brasília, São Jorge ...

Tudo junto, e eu, sem computador. Quase uma semana! Não fosse pelo meu fiel escudeiro informático Filipe Mael, que me atendeu nos feriados, nem sei o que poderia acontecer ...
Páscoa judaica e Páscoa cristã coincidiram - o Pessah começou no dia 18 e vai até 26 de abril; os cristãos comemoram hoje a Páscoa da Ressurreição. Chag Pessach Sameah e Feliz Páscoa a todos!
De Tiradentes, conhecemos todos a história, que pode ser relembrada aqui.
Prisão de Tiradentes - Antônio Parreiras (1860-1937)
De Brasília, mon amour, quero mencionar a grande festa que foi o 21 de abril, com direito a concerto da OSTNCS (Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro), três maestros, artistas da cidade, Martinho da Vila, popular, clássico - uma festança! Podem ler sobre a festa aqui.
Para ouvir: Alceu Valença - Te amo Brasília.


Quero mesmo é falar de São Jorge! Aqui no Rio é impressionante a devoção ao santo; era feriado municipal, mas desde 2008 passou a ser estadual. Jorge era turco; nasceu na Capadócia em 275 e morreu degolado em 23 de abril de 303, com 28 anos, em Nicomédia, na Ásia menor. Foi soldado do Império Romano, sob Diocleciano, um dos maiores perseguidores do Cristianismo. É venerado na Igreja Católica, na Igreja Ortodoxa, na Igreja Anglicana e na Umbanda. Na Wikipédia há muita informação sobre o santo guerreiro, vale a pena ler.
É santo padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal, Geórgia, Lituânia; é venerado na cidade de Moscou e, extra-oficialmente, na cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião). Li na Wikipédia que é também padroeiro dos escoteiros, do Corinthians e da Cavalaria do Exército Brasileiro. Acho que é do Flamengo também porque hoje de manhã fui dar minha andadinha aqui pelo bairro e vi um montão de gente com camisa do Flamengo e com a imagem de São Jorge. Um espanto!
Minha seleção de imagens:

São Jorge e o dragão - Rubens (c.1620) - Museu do Prado (Madri)
Ícone - Museu Cristão- Bizantino (Atenas)
Castelo de São Jorge (Lisboa)
Um pouco de Heavy Metal não faz mal a ninguém. Vai como recordação das tardes de estudo do Guto, que, pra relaxar, colocava discos do Iron Maiden e tocava junto no violoncelo. Em homenagem a São Jorge - Flash of the Blade - do álbum Powerslave: As a young boy chasing dragons with your wooden sword so mighty,/ You're St. George or you're David and you always killed the beast.

 
(por Cecilia, antes tarde do que nunca)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Hoje...

... só bordei. E curti muito!

Hoje...
Projeto baseado em risco de Tone Finnanger (a mãe das Tildas!). O botão de bolinhas, lindo, ganhei da Déia!

Esse aí foi o primeiro taleiguinho que fiz na vida. Inaugurei meu pé de zíper para embutir o fiozinho encerado. Vai de presente para alguém MUITO especial.
(para Helena)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Meninas bordadeiras a todo vapor e receita de biscoitos de ovomaltine

No sábado passado, as meninas (minha filha e duas coleguinhas da escola) tiveram a "aula da páscoa". Tia Ana ofereceu biscoitos e chocolates, sob o olhar meigo de três coelhas Tildas, lindas, feitas por ela:

Meninas bordadeiras
Páscoa na tia Ana é assim!

O risco do bordado não podia ser outro:

Meninas bordadeiras 
A esta altura já está quase pronto. Depois eu mostro! (Heloísa, 8 anos)

Meninas bordadeiras  
Muita concentração nessa hora! (Carolina, 8 anos)

Meninas bordadeiras
A bancada da tia Ana parece um parque de diversões... ou uma confeitaria?...

A tia Ana, bondosamente, nos cedeu a receita dos biscoitos de ovomaltine que enlouqueceram as meninas:

  • Aqueça o forno a 180 graus
  • 100gr. de manteiga amolecida
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • Bata na batedeira até formar um creme
  • Acrescente 1 ovo e bata mais
  • Coloque 1 xícara de ovomaltine e bata mais
  • Adicione 1 xícara de farinha de trigo (eu uso aquela farinha que já vem com fermento. Se não for dessa, coloque 1 colher de sopa de fermento junto com a farinha). Misture bem e acrescente mais uma xícara de trigo. Agora amasse bem com as mãos.
  • Faça bolinhas bem pequenas com a massa (número 1 da foto) pois o biscoito cresce bastante no forno. Achate as bolinhas na palma da mão (número 2), passe no acúcar cristal (opcional - número 3), coloque numa forma, sem untar, e leve ao forno pré-aquecido por 10 minutos apenas. Se quiser um biscoito mais queimadinho, deixe mais 2 ou 3 minutos. Se deixar passar deste tempo, o biscoito fica muito duro.
  • Quando retirar do forno, desprenda-os da forma (cuidado, eles ficam moles) e coloque-os para esfriar numa travessa ou bandeja. Guarde-os depois de frios.

Em breve, mais notícias das meninas bordadeiras!
(por Helena) 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Que tal um presente 'handmade'?

O Dia das Mães está chegando... que tal um presente feito à mão?

Necessaire ou estojo
Estas estampas acabaram de chegar!

Estojo ou necessaire


Na lojinha!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Para uma menina bordadeira

Há pouco tempo, recebi uma encomenda bem específica: "uma necessaire igual às que você faz, só que maior, com alças, pra poder colocar minhas linhas de bordado". Como se trata de uma cliente muito especial, as "mãozinhas nervosas" ficaram mais cheias de dedos do que os habituais. Que tecido? E o forro? As alças, de que comprimento? Após várias consultas à mãe da interessada, que acabou sugerindo tecido e forro (marrom com bolinhas, as alças do mesmo tecido do forro), o resultado foi este:

Para uma menina bordadeira!
(largura da abertura: 24 cm; largura da base: 29 cm; altura: 17 cm)
Encontrei esse tecido marrom com bolinhas cor de rosa (ai, não tem mais hifen, né?), que achei mais interessante do que o simples marrom com bolinhas brancas.

Para uma menina bordadeira!

Em vez do meu tradicional fitilho de camurça, usei um fiozinho encerado, com bolinhas coloridas e enfeite de madeira, vestígios de minhas aulas de bijuteria. As bijuterias não foram adiante, embora algumas amigas ainda desfilem com colares daquele período.

Uma menina bordadeira
( aprendendo a bordar com a tia Ana)
 Gente, não é por nada, não, ou melhor, é por tudo, sim. Isso tudo me comove muito. Fico me lembrando da mamãe, menina bordadeira; de mim mesma, na escola, bordando meus guardanapos para embrulhar a merenda. Que pena não haver mais aulas de bordado nas escolas! E me orgulho da Helena, que começou a bordar agora, continuando a tradição da família, passando esse talento para os "dedinhos minúsculos" queridos da minha cliente preferencial: Helô, minha neta querida, minha flor de maracujá do fundo do meu quintal. Vovó Ciloca te ama muito, florzinha! Meu desejo é que você vá traçando lindos bordados pela vida afora!
(por Cecilia, muito faceira e mais vovó que nunca)

domingo, 10 de abril de 2011

Ainda o ponto de cruz

Bordei este quadro em 1998. É ponto de cruz merrrrmo!  Falei dele aqui, na postagem a quatro mãos, na qual a Helena mostrou a parede de seu ateliê, recém-pintada por ela.

Gatinha (ponto de cruz)

Gatinha (ponto de cruz)

Gatinha (ponto de cruz)
Bem de pertinho!
(por Cecilia)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Meu mestre Tasso da Silveira

Não gosto de falar de tristeza. Quando sofro, só me dou uma semana de sofrimento. Não curto ficar triste. Quantas vidas jovens e esperançosas ceifadas! E o nome da escola? O nome de um poeta tão sensível ligado a uma ação inominável!
Tasso da Silveira foi meu professor de Literatura Comparada na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Distrito Federal, atual UERJ, nos anos 1958/59. Poeta sensível, professor cativante (quando digo professor, me refiro ao tipo de professor universitário da minha época - eram mais palestras, e que palestras!). Suas aulas estavam sempre lotadas, todos bebendo as palavras do mestre.
Sua primeira aula nunca me saiu da lembrança. Ele começou, dizendo que o comportamento humano revela sempre uma necessidade básica( o que vou escrever, escrevo de memória - lá se vão mais de 50 anos). As necessidades básicas do homem são cinco: a do alimento, a do abrigo, a do amor, a da descarga (não me lembro se era essa palavra) do tumulto interior e (desta me lembro bem das palavras) da"contemplação e meditação do mistério que nos envolve". O primeiro impulso do homem é o de alimentar-se; depois de alimentado, ele busca abrigo; alimentado e abrigado, ele tem necessidade de companhia, daí surgindo o amor, a amizade, o companheirismo; a descarga (acho que foi "expansão" o termo usado) do tumulto interior gera a dança, a música e a poesia. Satisfeitos estes impulsos, o homem volta-se para os mistérios do universo, que dão origem à religião, à ciência e à filosofia.
Terá sido a ausência da terceira necessidade básica, a falta de amor, a razão da tragédia de ontem? É só ler os jornais de hoje ... não vou falar sobre isso.
O professor Tasso era paranaense, nasceu em 1895 e faleceu aqui no Rio, em 1968. Era considerado um dos representantes da ala espiritualista do Modernismo, ao lado de Cecília Meireles e Tristão de Ataíde. Pertenceu ao grupo da Revista Festa, da qual foi um dos fundadores. Seu primeiro livro de poesia se chama Fio d'água, de 1918. Somente a partir do terceiro livro — Alegorias do Homem Novo—, em 1926  é que adere ao verso livre. Para saber mais: Tasso da Silveira e Silveira Neto (seu pai).

         Efeito de luz (de As Imagens acesas, 1928)

         Sob o silêncio que flutua,
         no crepúsculo
         a angra é um espelho de cristal.
         De súbito, porém, rompendo a superfície polida,
         como um brusco
         reflexo,
         o peixe prateado e liso
         pula no ar
         em esplêndido, caracoleia no crepúsculo
         e retomba no seio da água adormecida,
         que, sonhando, o supõe numa chispa de luar...

 (por Cecilia, em estado de tristeza; vai passar, vai passar...)


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Elucubrações sobre o ponto de cruz a partir da ilustração de abril

Que título enorme! Mas, vejam só: reparem numa das jovens que colhe flores, a que está bem no centro da iluminura. Ela não faz parte da cena principal, que é a da troca de alianças do jovem casal:
No entanto, ela chamou a atenção de algum anônimo artista, que a reproduziu numa revista muito antiga de modelos de ponto de cruz. Essa revista caiu nas minhas mãos, há tanto, tanto tempo, que nem me lembro do ano, nem tenho mais essa revista (devo ter doado, ou se perdeu  em alguma das minhas mudanças - lembrei-me agora desta postagem: Livros que perdemos pelo caminho). 
Acontece que fiquei tão fascinada pelo desenho, que eu o bordei. Ainda não conhecia o Duque de Berry, nem seu livro de orações.Durante muitos anos me dediquei ao ponto de cruz, seja nos barradinhos, seja em quadrinhos e também em quadrões.
Acho que podemos colocar uns quinze anos nesse "tanto, tanto tempo", porque quando voltei ao Rio, depois da aposentadoria e dos quase trinta anos de Brasília, eu trouxe esse bordado, devidamente emoldurado, na minha bagagem. Olha ele aqui:

Foi feito por mim!!!! (46 cm x 63 cm)
Detalhe da jovem, desta vez com as flores nas mãos:

Não me lembro de nenhuma referência ao livro do Duque. O que me admira é que a pessoa que desenhou o esquema para a tal revista respeitou o estilo da época (o livro é do séc. XV), e acrescentou elementos característicos do estilo mille fleurs ou millefleurs (só encontrei informações em francês e em inglês), em voga no Renascimento (sécs. XIII- XVII).

O ponto de cruz  (recuso-me a dizer ponto cruz; quem inventou isso?) é um dos pontos mais antigos de que se tem conhecimento. Alguns estudiosos dizem que ele nasceu quando os homens das cavernas precisavam costurar os pedaços de couro para suas vestimentas. Vou começar de tempos mais próximos. Os fragmentos mais antigos datam do ano de 850 da nossa era e foram encontrados na Ásia Central. Mas é na Idade Média que realmente começa a sua verdadeira história. Entre os sécs. X e XIII, as castelãs, enquanto esperavam seus maridos voltarem da guerra (tantas, tantas, cruzadas, etc.), copiavam os motivos das tapeçarias que eles traziam do Oriente. No Renascimento, o ponto de cruz se espalhou por toda a Europa e se tornou uma das bases da educação feminina. A Igreja encomendava bordados para seus ornamentos, toalhas, vestes para cerimônias religiosas,etc.etc. Foi no séc. XVI que começaram a circular os primeiros esquemas impressos (Guttenberg inventou a imprensa em 1439), principalmente na Alemanha e na Itália. Em 1586, na França, publica-se La clef des champs, de Jacques Le Moyne, um livreto com motivos de flores e de animais estilizados inspirados no Oriente e em símbolos heráldicos. No séc. XVII, chegam à Europa, vindos da América novos colorantes naturais, de baixo preço, que permitem tingir os fios de vermelho (olha o redwork aí, gente!). As mulheres começam a aprender a ler e a escrever (embora até pelo menos o séc. XIX muita gente não soubesse ler nem escrever), e entra a moda das amostras ( samplers) ou marcadores, nos quais as mulheres bordam vários tipos de alfabeto. Já escrevi num comentário que tenho um quadro desses, bordado pela minha mãe, datado de 1915 (ela estava com 9 anos). Já tentei fazer uma foto, mas sem resultado, por causa do reflexo do vidro. Borda-se em ponto de cruz até o séc. XIX, quando ele desaparece praticamente dos salões, porque as senhoras passam a preferir o bordado livre, e o ponto de cruz é ensinado somente nas escolas, até quase desaparecer também. Foi nos anos 80 que ele retornou ao universo do bordado feminino, com força total. Retirei essas informações de um blog francês (Point-de-croix et broderie), que, por sua vez, se inspirou na Extrait de L'Encyclopédie du point de croix, Prima Donna Éditions.
Uma pequena reflexão: há bordadeiras que têm uma certa aversão ao ponto de cruz, talvez porque pensem que ele só serve para as barrinhas de toalhas de mesa, ou de banho, ou de panos de prato. No entanto, podem-se fazer maravilhas com o ponto de cruz. E olha que não é um ponto tão fácil de fazer, não (precisa-se  tomar muito cuidado com o avesso - um avesso mal feito acaba com o trabalho). Vejam quanta história nos conta o artesanato. Fiquei muito triste quando uma antiga colega de Faculdade me disse: "Acho isso uma perda de tempo", a cara-de-pau, olhando um dos meus trabalhos. Só eu!!!!
(por Cecilia)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

VINÍCIUS E TOQUINHO "AS CORES DE ABRIL"

Abril, outono ou primavera, não importa ...

A origem do nome abril é incerta. Uma das versões é que abril vem do latim aprilis, que, por sua vez, vem da palava grega aphros, espuma do mar da qual nasceu Afrodite, a Vênus dos romanos. Por essa razão, abril era dedicado a Vênus, deusa do amor e da paixão. Outra hipótese é que viria de Aprus, o nome etrusco de Vênus. A versão mais divulgada diz que tem sua origem no latim aperire (abrir),  porque começa a primavera (no hemisfério norte, claro), a estação em que as árvores e as flores começam a "abrir". Não importa, o que está implícito é que o amor está no ar, seja no nosso outono austral, seja na primavera boreal de lá de cima.
No livro de horas do Duque de Berry, o mês de abril é reproduzido assim:


Um jovem casal troca alianças. Ao fundo, o Castelo de Dourdan.
(por Cecilia)