domingo, 24 de julho de 2011

Bento box da vó da Virginia, ou... perdendo o medo do debrum

Esse vai viajar pra longe, e pra uma terra beeeem fria: o Uruguai. Trata-se do primeiro quilt feito inteiramente por mim: (1) patchwork, (2) quilt reto à máquina e (3) debrum ou acabamento. Deu um friozinho na barriga, mas, ao que parece, deu tudo certo. Tomara que seja do gosto da Dona Matilde!

Primeiro passo: a montagem do bloco (padrão bento box). A Virginia encomendou uma mantinha com bastante rosa. Optei pela combinação supermoderna de acqua e rosa.

Bento box da vó da Virginia tomando forma

Segundo passo: a quiltagem. É uma pena que eu não tenha tirado fotos do processo, mas acho que dá para ter uma boa ideia do resultado nessa foto de um detalhe da manta já pronta.

Bento box da vó da Virginia

O terceiro passo foi novidade para mim, já que eu nunca tinha feito o acabamento de uma colcha. Era nessa parte que eu sempre apelava para Crafty-Mom. Help, mama, help! Gostei bastante de fazer, e até dei uma aula teórica para Marido, que me ouviu pacientemente, demonstrando genuíno interesse -- deve ter notado o brilho nos meus olhos =))))

Debrum ou acabamento
Costas: pontinhos invisíveis feitos à mão

Debrum ou acabamento
Frente

Um ótimo restinho de domingo! 
(por Helena)

sábado, 23 de julho de 2011

Anteontem fui assim

Enfim, terminei! Foram tantos os obstáculos -- cirurgia, viagens, pilhas de provas para corrigir -- que nem pensei que a saga meu do casaquinho forrado fosse chegar ao fim. Mas chegou, e o bendito já foi até estreado em grande estilo. Quinta-feira agora eu fui assim a um dos restaurantes participantes da Restaurant Week aqui de Brasília (confira a relação de cidades e restaurantes participantes aqui):

Casaco pronto
Vestido Shoulder, cinto Folic, casaco Helena Guerra =)))))

Como sempre, agradeço às minhas mestras Sandra e Emília, duas deusas da costura e da paciência, por compartilharem seu conhecimento e habilidade. Me aguardem: vem por aí um minivestido lindo em shantung de seda!
Agora vamos ao que interessa: a Restaurant Week. Sinceramente? Fiquei um pouco decepcionada. Penso que os restaurantes (todos top de linha aqui em Brasília!) deveriam aproveitar a oportunidade para mostrar o que têm de melhor, com a finalidade de conquistar novos fregueses. No entanto, o que vi e comi foram pratos no mínimo simples e sem graça demais! Mas como sempre procuro ver o lado bom de tudo, destaco as seguintes delícias:
  • o parfait de coco com coullis de manga rosa e pimenta rosé, servido como sobremesa do almoço do Villa Borghese;
  • as fatias de rosbife com molho de atum, servidas como entrada do jantar do Unanimità;
  • o bacalhau com natas, servido como prato principal do Sagres.
 A relação completa dos cardápios está aqui. E aí? Mais alguém aproveitando os preços "módicos" da Week? Aguardo feedbacks.........
(por Helena)

domingo, 17 de julho de 2011

Biscoitos para fazer com as crianças

Outro dia estava remexendo a memória da máquina fotográfica, quando achei esta bela foto de uns cookies que Helô e eu fizemos -- detalhe -- nas férias de dezembro de 2010!

Biscoitos
Oooops, acho que aqui eles já tinham sofrido uma baixa!
 
São biscoitos simples, daquele tipo ideal para acompanhar um café ou um chá, ou mesmo para beliscar frente à TV (perigo! perigo!) sem ver o tempo passar. O livro do qual tiramos a receita chama-se Tiana's Cookbook: recipes for kids, e cada um dos pratos, salgados e doces, tem um nome inspirado no filme A Princesa e o Sapo (leeeeeendo!), da Disney. Os da foto são os Big Daddy's Sugar Cookies

 Receitas para crianças

Receitas para crianças

Segue a receita:

Big Daddy's Sugar Cookies
(Rende até 4 dúzias de biscoitos, dependendo do tamanho)

Ingredientes
3 1/2 xícaras de farinha
1/2 colher de chá de sal
1 xícara de manteiga amolecida
2/3 xícara de açúcar, mais um pouco para decorar
1 ovo grande
1 tablete de xarope de milho (não usamos)
1 colher de sobremesa de extrato de baunilha
Cobertura e miniconfeitos (opcional; não usamos)

Modo de fazer
1. Bater a farinha e o sal e uma tigela pequena. Reservar.
2. Em uma tigela grande, amassar a manteiga e o açúcar com uma colher de pau até obter uma mistura cremosa. Misturar o ovo, o xarope de milho e o extrato de baunilha. Acrescentar, aos poucos, a mistura de farinha e sal do primeiro passo.
3. Dividir a massa em duas partes. Sovar cada porção formando dois discos grandes, embrulhar os discos em filme plástico e deixar na geladeira até que estejam firmes (1 a 2 horas).
4. Enquanto o forno aquece, e trabalhando com cada disco de uma vez, colocar a massa entre duas folhas de papel manteiga e passar o rolo até que o disco fique bem fino (mais ou menos 1/2 cm). Usar cortadores de biscoito no formato desejado. Reenrolar as sobras de massa para cortar mais biscoitos.
5. Colocar os 'futuros' biscoitos em uma forma não untada, deixando um espaço de mais ou menos 2 cm entre eles. Se você não planeja pôr cobertura, essa é a hora de espalhar o açúcar por cima.
6. Assar os biscoitos até que as bordas fiquem douradas (de 8-10 minutos). Deixá-los na forma por alguns minutos antes de desenformá-los. Decorar os biscoitos já frios com cobertura ou miniconfeitos, se assim desejar.

Big Daddy La Bouff e Tiana (imagem)

É mais simples do que parece, e a Helô realmente curtiu trabalhar com o rolo. Mas, sem dúvida, a parte mais divertida é a de cortar as figuras na massa. Divirtam-se!
(por Helena)

domingo, 10 de julho de 2011

Frio no sul e o Henrique bonitão

Pois é ... o vulcão não me deixou ir a Buenos Aires. Em compensação, pude ficar mais tempo com o meu sobrinho-neto, o Henrique, nosso presentinho do Natal passado. Aliás, esse era o objetivo principal da viagem: conhecer o mais novo membro da família, neto do irmão caçula. Acontece que o Henrique é fashion, usa artesanato "Quilts são eternos", elaborados pela prima Helena e pela tia-avó Ciloca:

Primeiro cachecol - levei agora em junho
 



Levei a golinha para a vovó Edna - mas, vamos combinar - ficou ótima nele
A colcha de barquinhos

 E o bento box colorado feito pela prima Helena:


 Nós dois:

Encontro de gerações: passado, presente e futuro (Felicidade!)
(por Cecilia)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dedinhos minúsculos no BananaCraft

Ontem as mãozinhas bordadeiras da minha Lolô (Heloísa, 9 anos) apareceram no BananaCraft, no post que a Dani escreve aos domingos, As Melhores Fotos da Semana no Grupo BananaCraft, do Flickr:

Pequena bordadeira
Aluninha aplicada da tia Ana!

A propósito, na semana passada, uma outra foto (daquela nossa viagem a Goiás) que adoro também apareceu por lá:

Goiás-DF
Essa viagem a Goiás-GO, em 2009, para as comemorações dos 20 anos do Museu Cora Coralina, foi inspiradora demais! Por conta dela, comecei a fazer as almofadinhas no padrão que apelidei de "Cora Coralina", e ainda bordei uma almofada para uma amiga querida que é parente - além de uma das responsáveis pelo Museu - da célebre doceira/poeta:

Almofada compridinha #4
Do papai!

A produção continua...
Esta ficou pra mim!

Cora Coralina #2
Da Poliana!

Cora Coralina #3
Da Viviane!

Almofadinha
Da Heloisa S.!

É uma viagem que recomendo e que tenho vontade de repetir!
Dani, obrigada pela divulgação!
(por Helena)

domingo, 3 de julho de 2011

Costura de roupas: indo ou vindo?

Estava lendo as dicas de costura da mãe da Vivi (oi, dona Antônia!) e, a elas, acrescento mais duas, que aprendi da maneira mais dura: 
  • Quer fazer um casaco forrado? Pois saiba que, na verdade, estará fazendo duas roupas. Tudo é em dobro: são quatro mangas, duas frentes, duas costas. Cortar leva uma eternidade. Alinhavar leva uma eternidade...
  • Quer costurar tecidos stretch? Vá em frente, pois são lindos de morrer e dão um caimento divino, mas... são traiçoeiros. Esticam-e-puxam e têm vontade própria. Haja paciência para domar esses danadinhos. Fui dar uma de besta e fiz uma costura dupla em um dos lados do zíper... conclusão? Um dos lados da frente do casaco aumentou 1,5 cm em relação ao outro. O erro já foi devidamente consertado, mas quase tive um troço.
 Alfaiataria (WIP)
Meu casaco tá assim! Tomara que ainda consiga usá-lo neste inverno.

Alfaiataria (WIP)


Resumo as dificuldades do corte e costura tomando emprestadas as sábias e consoladoras palavras da minha professora Emília, uma deusa da paciência: "Costura é assim mesmo, criança. Quando você acha que está indo, está vindo". Trata-se de um processo complexo e demorado... um eterno fazer e refazer...
(por Helena)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Julho - começa o 2º semestre do ano

(Museu Arqueológico Nacional de Nápoles)
Julho tem esse nome em homenagem a Júlio César (Caius Iulius Caesar), político e chefe militar romano. Ele nasceu no dia 13 de julho (100 a.C). Julho, na sua época, se chamava Quintilis, porque era o quinto mês do ano. É que no antigo calendário romano, que data da fundação de Roma (735 a.C.), o ano começava em março e tinha dez meses. Mais tarde, o rei Numa Pompílio, lá por volta de 713 a.C., querendo igualar a contagem do tempo romano à dos gregos e à dos fenícios, instituiu mais dois meses, Januarius e Februarius, acrescentados aos meses anteriores. Ficou assim: martius, aprilis, maius, junius, quintilis, sextilis, september, october, november, december, januarius, februarius. O negócio é meio complicado - quem quiser saber mais, pode ler aqui. Quem mudou o nome de quintilis para julho foi Marco Antônio, que quis homenagear Júlio César.
Mas aí, não dá pra se esquecer da Cleópatra, não é mesmo?
Aí, a gente se lembra da eterna Cleópatra - Elizabeth Taylor.
Então, só pra matar as saudades:



1963
 O Marco Antônio foi o Richard Burton, e o Júlio César foi o Rex Harrison (mas quem não sabe disso?)
Mais recentemente, a série Roma, fantástica, irretocável, retratou essas personagens históricas (2005-2007).
Em julho aconteceram fatos marcantes: a Independência dos  Estados Unidos (4 de julho) e a Revoluçao Francesa (14 de julho). E é o mês do meu aniversário - 17.

O mês de julho é representado assim  no Livro das Horas do Duque de Berry:

Tosquia das ovelhas
(por Cecilia)