quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Calor, calor, enquanto espero o discurso do rei ...

Não tenho muita coisa pra contar. Nessa época, verão no Rio, fico quase, quase imprestável. Claro, não paro com os meus trabalhos: mimis sendo confeccionados, tecidinhos cortados para necessaires, uma caixa repleta de retalhinhos (com uma vontade louca de figurar em mais um log cabin) ... Mas isso tudo, debaixo de ventilador e ar condicionado ligado (conta de luz salgada no fim do mês).
O que me anima é a estreia (amanhã) de mais um filme do lindo, maravilhoso, teSOUro Mr. Darcy, quer dizer, Colin Firth. Candidato ao Oscar, ele interpreta o rei inglês Jorge VI,  que subiu ao trono porque o irmão, Eduardo VIII, se apaixonou perdidamente pela norte-americana divorciada Wallis Simpson. O filme se chama O Discurso do Rei (ele era gago, precisou treinar para fazer os discursos, aliás, ele não havia sido preparado para ser rei):


jeniss.blogspot.com
Aqui os verdadeiros:

Rei Jorge VI e Rainha Elizabeth (swingfashionista.com)
Wallis e Eduardo - Duque e Duquesa de Windsor (wallisconnect.in.com)
Não sei se vão focalizar a Wallis; talvez não. Quero mesmo ver é o Colin!
Olha ele aqui de Mr. Darcy, na série televisiva Orgulho e Preconceito:


Série televisiva (1995) - Orgulho e Preconceito
 Quem fez a Elizabeth Bennet foi a Jennifer Ehle.
 Aqui o Mr. Darcy do Diário de Bridget Jones (2001)

Favor ignorar o Hugh Grant (que está muito canastrão no filme, aliás... - nem merece link)

(por Cecilia, no aguardo)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

São Sebastião do Rio de Janeiro

De acordo com antigos registros civis e religiosos, minha cidade natal se chama "A muy leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro". Hoje é feriado, aqui no  município, em homenagem a seu santo padroeiro. Por que o Rio de Janeiro tem esse nome? Por que São Sebastião? Muita gente deve saber, mas estou em momento elucrubativo histórico - AMO História e histórias (houve uma época que tentaram fazer uma diferença entre "história" e "estória", à semelhança do history e story, do inglês, lá pelos anos 60 - mas "não pegou").
Foi em 1º de janeiro de 1502 que os portugueses chegaram à atual Baía de Guanabara. Achando que se tratava da foz de um rio, deram-lhe o nome de Rio de Janeiro. Isso é história bem conhecida, acho. A cidade foi fundada em 1565 por Estácio de Sá , com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro.

"Partida de Estácio de Sá" - Benedito Calixto (1853 - 1927)
O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses calvinistas, que já estavam por aqui havia 10 anos. Conta a lenda que na batalha final que expulsou os franceses do Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão, lutando ao lado dos portugueses, mamelucos e índios. Era dia 20 de janeiro de 1567.
O nome São Sebastião foi dado em homenagem ao então rei de Portugal, D. Sebastião, da casa de Avis. Vale a pena dar uma olhada na biografia desse rei. Por causa dele, o Brasil foi espanhol de 1580 a 1640. Sua grande ambição era criar um império português no norte da África. Seu projeto terminou tragicamente, na batalha de Alcácer-Quibir (1578), quando ele desapareceu misteriosamente em combate, com apenas 24 anos de idade. Como não tinha herdeiros, em seu lugar subiu ao trono seu tio, o cardeal D. Henrique, que, além de velho, era padre - não tinha herdeiros. Depois de várias manobras, o país passou a fazer parte do reino da Espanha, sob Filipe II (este rei também tem uma história e tanto!)
Botticelli (1445-1510)
E o santo? Há controvérsias quanto ao local de seu nascimento. Teria nascido na Itália, em Pretória, no séc. III. A mãe era de Narbonne (na França ) e o pai de Milão (na Itália). Outros dizem que teria nascido em Narbonne. Como naquela época ainda não havia nações, mas condados, principados, etc. etc., a gente simplifica, dizendo que era italiano, ou que era francês, de mãe fancesa e pai italiano. Afinal, este blog não é de História, mas de Artesanato. Mas o que posso fazer? Afinal, isto tudo faz parte do grande quilt da vida ... A vida dele está muito bem contada aqui. Só quero acrescentar que São Sebastião é invocado contra a fome, a peste e a guerra.

Ainda elucubrando (gente!!! Hoje estou que estou!): na minha juventude, o cinema francês é que mandava! As produções franco-italianas, então, eram o máximo. Havia um filme "Fabíola", estrelado pela Michèle Morgan (aposto que nunca ouviram falar nela) , do qual me lembro muito, marcou minha infância-adolescência. A Internet me ajudou a reavivar as lembranças. A história é fictícia, mas havia personagens verídicas, e uma delas era Sebastiano, um soldado de Diocleciano. Fabíola é filha de um senador romano, que se apaixona por Rhual, um gladiador. O pai de Fabíola é assassinado, e põem a culpa nos cristãos. Rhual deve levar os cristãos para o sacrifício, mas ele é cristão e consegue converter Fabíola.  O ator que fez São Sebastião foi Massimo Girotti, sem trocadilho, o MÁXIMO! Ele não era o ator principal do filme. Henri Vidal é quem fazia o papel de Rhual (ele foi casado com a Michèle Morgan).


gaumont.fr
foto de Sam Levin (ilmuseodellouvre.com)
dvdtoile.com
Minha colcha de retalhos de hoje - minha cidade e suas personagens; Portugal -Espanha; infância-juventude: filmes franceses e italianos; gente bonita e talentosa.
Acrescentando: acabei de dar uma olhadinha no Facebook e vi que meu querido amigo Gustavo de Sá colocou um vídeo da peça sinfônica de Debussy, Le martyre de Saint Sébastien. Valeu, Gustavo!
(por Cecilia)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Abraçar o mundo com as pernas... quem topa?

Outro dia escrevi lá no Facebook que uma das minhas resoluções de início de ano é "abraçar o mundo com as pernas". Papai, super antenado e também internauta inveterado (só eu tenho pais assim? hehehe) já foi comentando: "E com os braços", ao que respondi: "Com os braços já estou há um tempo. Agora é com as pernas também". Pois é. Será que consigo? Aprender a costurar roupa, voltar a malhar pesado, fazer os cursos da Crescendoh... e tudo isso sem me descuidar da minha rotina normal de professora em tempo integral, mãe de família, enfim... já estou ficando ofegante só de pensar.
No ano passado, tive experiências incríveis nos cursos online da Crescendoh, como o Crafting my Best Life e o Free Motion Personas. Estes foram alguns dos projetos que desenvolvi:

Experimentando...

Self-portrait
Autorretrato: Crafting My Best Life (professora: Jenny Doh)

Projeto final

Projeto final
Free Motion Personas: projeto final (professora: Danita)

O próximo curso da Crescendoh que vou fazer é o da Cynthia ShafferFree Motion Revolution.
Fiz amizade virtual com a Cynthia durante as aulas do Free Motion Personas, sem saber que é dela o projeto da capa da última edição da Art Quilting Studio, revista pela qual sou totalmente apaixonada:
 

Já me matriculei (fominha, devo ter sido a primeira!) e, agora, estou esperando meu kit chegar. Todos os cursos incluem um kit maravilhoso e, como as encomendas dos EUA para cá demoram em média um mês para chegar, é bom fazer a matrícula o mais cedo possível. O Free Motion Revolution começa daqui a um mês. Enquanto isso, vou treinando um pouquinho (mas falta muuuuito feijão com arroz!):

Appliqué

E aí, quem se anima?

(Helena, fazendo planos de abraçar o mundo com as pernas)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Laély, Helena e eu - tapioca em Vitória

Estou meio devagar neste início de ano. Primeiro foi o calor, depois uma breve crise existencial (por causa do meu sedentarismo, que traz preocupação a todos que me querem bem e a mim também), a preocupação com os exames médicos de início de ano, essa coisa toda acontecendo na região da serra aqui do Rio ...
Mas não dá mais para esperar. Preciso contar do meu (nosso - a Helena  estava lá) encontro com a Laély. Gentem! Que belezura é aquela?
Olha aí o encontro registrado:

Encontro
foto do Aecius (caçula da Laély)

Costumo passar as festas de fim de ano no Espírito Santo. A família do meu genro é de lá; então vou atrás da Helena e da Helô. Todos são muito agradáveis, e sempre há muita alegria. O Guto e a Norma costumam me visitar em janeiro, aqui no Rio, quando vêm a Juiz de Fora pra visitar os pais da Norma.
Pois bem, a Laély ligou para a Helena, e combinou o encontro em uma tapiocaria de Vitória, perto da Universidade (UFES). Conhecemos o filho mais velho e o mais novo (faltou o do meio), além de um primo que estava de visita. Ainda fomos ao shopping lá de Vitória, onde demos uma voltinha. Depois a Laély foi ao cinema com os filhos, e nós duas voltamos para casa. Uma chuva!
Ganhei uma caixa em forma de coração, repleta de lascas de manga desidratada, manga-passa, uma delícia! E a Helena ganhou alfajores feitos pela Laély.

Um adendo - esta postagem é repeteco, porque a que eu havia escrito antes sumiu, inexplicavelmente! Fiquei triste, porque já havia comentários de queridas amigas. Mas, por sorte, eles estavam ainda na tela; assim, consegui salvá-los. Vamos ver se funciona:

4 Comentários

BloggerAna Matusita disse...
A Laély é queridíssima!
E esses encontros são sempre deliciosos!
Bj em todas,
Ana
14 de janeiro de 2011 20:47
É tão bom isso, Cecília: ver um trio que tenho a honra de conhecer de pertinho. Acho que reconheço a tapiocaria. Estive lá com a Laély no verão passado, uma delícia (as tapiocas e a companhia)! Beijo grande!
15 de janeiro de 2011 00:00
FERNANDA disse...
BloggerPara mim, estes encontros são dádivas de Deus!Em novembro tive oportunidade de conhecer a Helena, do blog Dia a Dia Corridinho em Curitiba e foi especial! Abraços.
15 de janeiro de 2011 06:34
Que delícia de encontro!
Mas amiga, fala pra mim, quem é que não passa por crise existencial heimmmmm?!
Beijinho!
15 de janeiro de 2011 11:17

Funcionou! Vê se eu podia perder esses comentários? 
Quero mais!
 (por Cecilia)


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Bento box: é fácil (PAP)

Iniciar um novo projeto sempre demanda coragem. Dá um friozinho na barriga! Pensei em fazer um bentô como o que fiz para a minha prima, só que, agora, bem coloridinho. Como sou adepta do hi-lo, nessa mantinha usei um tecido nacional (neutrinho, numa padronagem que adoro, imitando tecido de bordado) e dois tecidos importados (by Moda), com o mesmo padrão de bolas -- adoro -- em um composé de azul e marrom.


Este ainda não tem dono(a). Alguém se habilita?

Aqui, compartilho com vocês o passo a passo de um bloco nesse padrão, que, em inglês, chama-se bento box, ou bentô (vi assim em cardápios de restaurantes japoneses), em português, por lembrar as deliciosas marmitinhas de comida japonesa. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que é um dos meus favoritos (tanto o padrão quanto a comida hehehe). Também postei um PAP aqui, nesse que é um dos posts mais visitados do blog.
O primeiro passo é a escolha dos tecidos. O ideal é escolher um tom bem claro e um tom bem escuro, para produzir um contraste interessante. Para esses blocos, cortei 4 quadradinhos claros e 4 quadradinhos escuros de 10 x 10 cm cada, e 2 retângulos claros e 2 retângulos escuros de 10 x 20 cm cada. Depois, fui unindo os quadradinhos (de 2 em 2) e, por fim, acrescentei as faixas feitas com os retângulos:

Bento box (PAP)

Depois de costurar tudo, é necessário aparar as sobras de tecido. Vejam que o avesso do bloco também é bonitinho! Por duas razões: (1) satisfação pessoal (hehehe) e (2) facilita o trabalho d@ quilteir@.

Bento box (PAP)

Ainda não sei como vai ser o quilting!
(por Helena)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Janus - o deus de duas faces

Museu do Vaticano
Janeiro, em latim januarius, tem esse nome em homenagem ao deus Jano (Janus). Na mitologia romana, e também na etrusca, ele regia os términos e os começos, o passado e o futuro, o dualismo presente em todos os fatos da vida.
Meu desejo para o novo ano que começa é que se possa olhar para a frente com confiança, sem esquecer as experiências do passado. Que se abram novos caminhos, mas que também não nos desviemos dos antigos, principalmente se nos serviram de lição, se nos consolidaram como seres humanos de primeira grandeza. Que saibamos olhar com condescendência nossos erros e que aprendamos com eles. Que nossos caminhos sejam de leite e mel. Não custa nada tentar, não é  mesmo?
(por Cecilia, em momento filosófico)