domingo, 28 de fevereiro de 2010

Que venham as cores lisas!

Nada contra os tecidos estampados, mas, confesso que sou apaixonada mesmo é pelos tecidos de cores lisas. Em geral, os trabalhos que me arrancam um "Ohhhh!..." são aqueles confeccionados em loucas combinações de cores lisas, ou sólidas, às vezes com um ou outro detalhe em tecido estampado:




Red Pepper Quilts
 
Vejam também esse grupo no Flickr... é de enlouquecer!
Meu primeiro trabalho -- a menina dos meus olhos -- por exemplo, foi um quilt multicolorido em cores lisas:

Coin quilt
Blogado aqui 

E meu projeto atual, o bento box gigante, também:

Bento box gigante (WIP)
Blogado aqui

Só um porém... as lojas de tecidos (de Brasília, pelo menos!) parecem tão enfeitiçadas pelos estampados que, simplesmente, parecem achar uma perda de tempo (e dinheiro?) pôr à venda os meus queridos tecidinhos de cores lisas. Ontem fui atrás do verde e do vermelho coral (puxando pro laranja) para dar continuidade ao meu bento box... fiz uma verdadeira varredura nas lojas de Brasília: conhecida loja (linda!) na 201 norte... nada! conhecida loja na 113 sul... nada! o chamado "baixo clero" (trata-se das lojinhas de tecido mais populares da 510 sul)... nada! conhecida e carérrima loja (linda!) na 116 sul... nad... oooopa... pelo menos eles tinham o tecido verde. Paguei uma fortuna, mas... fazer o quê? O vermelho coral é que vai ter de ficar pra depois. Enquanto ele não chega, vou terminando os blocos verdes e azuis do meu projeto:

Bento box gigante (WIP)

Em tempo: meu próximo post vai ser um passo a passo dos blocos que compõem o meu bento box gigante, que já estou devendo há décadas.
(por Helena)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Elucubrações de verão

Pois é. Leio no jornal: "Rio 'sufoca' com sensação térmica de 48° C e lota praias". "Lota praias" não me interessa. Só consigo ler "sensação térmica de 48° C". Já estou com a passagem de volta para o Rio: domingo, 28/2.
Há dias venho pensando numa canção dos anos 60, chamada La Madrague, cantada pela Brigitte Bardot. Um trecho inesquecível: "Le train m'emmènera vers l'automne/ retrouver la ville sous la pluie" (O trem me levará de volta para o outono, para reencontrar a cidade sob a chuva). Para entender por que ligo o verão carioca ao outono parisiense:
1 - La Madrague é a casa de veraneio da Brigitte, em Saint-Tropez. Atualmente ela vive lá, enrugadinha - acho o máximo! Não cedeu à tentação do Botox que torna os rostos inexpressivos, nem às plásticas numerosas de artistas que, de tanto fazê-las, quase nem conseguem se sentar!!!! - com os bichinhos dela e o marido.  No auge da carreira, ela passava os verões lá e voltava no outono para Paris.
2 - Nos versos, ela, poeticamente, não volta para Paris, mas para o outono de Paris, com sua chuva.
3 - Aí entro eu: não vou voltar para o Rio, vou voltar para o verão carioca, para o calor e a sensação térmica de 48° C. 
Bom, é a função poética da linguagem: O avião me levará de volta para o verão/reencontrar o calor sufocante da cidade. Em vez de: Vou voltar de avião para o Rio. Está fazendo muito calor, e a sensação térmica é de 48°C.
















Escorreguei muito na maionese?
Aí pensei assim: por que não fazer nossas colchas só com o forro de tecido de algodão, seja um brim ou um tecido encorpado, mas sem a manta acrílica ou lá o que seja? Sei que o "american quilt" fica lindo, todo acolchoadão, com aqueles desenhos maravilhosos. Não estou descartando o método, de jeito nenhum, é lindo! Mas acho que de vez em quando, a gente pode pensar no nosso clima de verão e dar uma refrescada. Já falei sobre isso aqui.
No sul do Brasil, faz frio; mas o verão, não é brincadeira, não. O inverno do Rio (junho, julho) é uma delícia.
Podemos fazer nossas colchas de duas maneiras, e creio eu, das duas formas serão sempre lindas!
Aliás, a Rosa Pomar, do blog A Ervilha cor de rosa, nesta postagem, se manifesta a respeito. A colcha da Helô, feita pela Helena, segue essa linha, sem a manta acrílica:

Colcha de solteiro para menina - coin quilt #2

Em tempo, o autor da canção La Madrague se chama Laurent Voulzy. A letra é esta.
(por Cecilia)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A Rosa de Tudor e Mark Twain


Marcador de livros rosa Tudor 

Na postagem Lembranças de Londres, escrevi sobre o kit com um marcador de livros para bordar que o Guto e a Norma trouxeram para mim. Aí está ele, prontinho. A Rosa de Tudor é a flor emblemática da Inglaterra. A rosa branca da Casa de York e a rosa vermelha da Casa de Lancaster foram reunidas em uma só por Henrique Tudor, que se tornou rei da Inglaterra com o nome de Henrique VII. Quando Henrique tomou a coroa da Inglaterra de Ricardo III em batallha, pôs um fim à chamada Guerra das Rosas. Seu pai era Edmundo Tudor, da Casa de Richmond e sua mãe era Margaret Beaufort da Casa de Lancaster. Ele se casou com Isabel de York para juntar todas as Casas. Quem estiver gostando da história pode ler mais aqui. Pois então: Henrique VII e e Isabel de York foram os pais de Henrique VIII.
E onde entra o  Mark Twain? Só há pouco tempo é que descobri que o príncipe de "O Príncipe e o Mendigo" se refere ao príncipe Eduardo VI, filho de Henrique VIII e de sua terceira mulher, Jane Seymour.
Mark Twain diz no prólogo: "Talvez seja uma história real, talvez seja apenas uma lenda, uma tradição. Talvez tenha acontecido, talvez não tenha acontecido; mas PODERIA ter acontecido". Bom, não importa, porque o interessante da narrativa é a reconstituição da época e a sátira social contida na história.
A série de televisão Os Tudors também faz uma excelente reconstituição de época. Só não se pode levar em conta a esbeltez do Jonathan Rys Meyer, já que todos sabem do tamanhão do Henrique VIII, na sua idade madura.
Estou me sentindo muito chique, marcando as páginas do livro com a emblemática Rosa de Tudor, popularizada pela rainha Elizabeth I, também filha de Henrique VIII (com a segunda esposa, Ana Bolena), que a usava ricamente bordada em suas roupas.
(por Cecilia)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Bonequinhas de viagem marcada

Estas fofinhas seguem hoje para o seu novo lar... no Espírito Santo!

Bonequinhas vintage

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Presentes de viagem

Agora estou em Brasília, livre daquele calor terrível do Rio. Ontem à noite até fez um fresquinho gostoso.
Durante seu passeio, a Helena se lembrou de mim assim:
Perfume bem suave (sou alérgica a odores muito fortes), composto de flor de maçã, melão e ylang ylang; loção hidratante, composta de baunilha, sândalo e manteiga de carité.
Uma carteira bem colorida, escolhida pela Helô ("Mamãe, a vovó gosta de coisas bem coloridas!").
Um livro maravilhoso com instruções para elaborar diversos tipos de bolsas, e ainda um acessório para colocar na máquina de costura, que facilita o trabalho na hora de usar alfinetes e tesoura.


O pin place funciona assim:

 

Adorei!
(por Cecilia)

Bento box gigante (WIP)

Bento box gigante ficando assim...

Bento box gigante (WIP)

(por Helena)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Missão (im)possível: coin quilt #3

 Coint quilt #3

Esse coin quilt era para ser o meu segundo. Quem se lembra desta postagem?
Pois bem, em pleno processo de finalização, enjoei da cara do pobrezinho e ele ficou encostado numa gaveta, praticamente condenado a UFO. Em seguinda, comecei um outro coin quilt, já de máquina nova, que ficou pronto em outubro do ano passado. No final do ano, resolvi abrir a gaveta e mostrá-lo para crafty-mom, que, para minha surpresa, se encantou pelo projeto e resolveu apostar nele. Só faltava fazer a moldura, que são as faixas amarelas e lilases que envolvem os blocos coin. Pois bem, o bichinho viajou para o Rio de Janeiro e, lá, ganhou as moldurinhas (by mom) e foi quiltado pelo habilidoso Theo Schäfke.

IMGP0435
A máquina é "cenografia" pura. Quem quiltou o trabalho foi o Theo.

IMGP0436
Detalhe

IMGP0439
Detalhe do forro e do acabamento.

IMGP0446
Missão cumprida! Vai de presente para uma pessoa da família (ainda é segredo)!

Aliás, um comentário final: nossos quilts, em geral, seguem a tendência atual da moda hi-lo, com tecidinhos nacionais e importados convivendo na maior harmonia. Adoro!
(por Helena)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Saindo do forno!...

Essas três coisas fofas, by crafty-mom, acabaram de sair do forno.
Duas já têm dono, mas a de sunbonnet sue (a menininha de chapéu), feita em tecido importado, ainda está disponível. Vai direto pra lojinha.
Estojo/necessaire

Estojo/necessaire

Estojo/necessaire

Estojo/necessaire

(por Helena)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A viagem da quilteira

 

Prometo... a quilteira (será que já posso me referir a mim mesma assim?) do título não corresponde à minha pessoa. Trata-se de um livro que a Bia, nossa querida amiga que nos hospedou em San Diego, Califórnia, insistiu para que eu lesse desde o dia em que chegamos à casa dela. Em meio a tantos passeios corridos e crianças em polvorosa, o máximo que consegui fazer foi folheá-lo. Lembro-me de que a cada duas páginas, os autores apresentam um padrão de quilt tradicional (log cabin, delectable mountains, flying geese, enfim...) e o associam a um período determinado da vida da quilteira. A pedido meu, a Bia fez uma pequena resenha do livro:

Na verdade, a gente tem que ler o livro para apreciar a beleza do texto, e as ilustrações são simplesmente maravilhosas. É  interessante como a protagonista, uma jovem rica e solitária, à procura de um sentido/caminho na vida, encontra esse caminho através do 'quilt'. Mas para isso, ela tem que ousar sair dos seus limites e conhecer as dificuldades da pobreza existente além das fronteiras da cidade onde morava.  Ao se deparar com as dificuldades decorrentes da pobreza, ela sente-se muito impotente, pois na maioria das vezes não conseguia minorar o sofrimento das pessoas -- não conseguia prover-lhes um teto, garantir-lhes uma boa colheita, restaurar-lhes a saúde... Mas através do quilt, seu único talento aprendido por acaso, ela consegue ajudar as pessoas, aquecê-las e alegrá-las, e isso lhe traz extrema satisfação e felicidade. 
Ela passa a ser vista como alguém que sabia amar.  Compensa ler!!

Alguém duvida disso?
(por Helena)

Gola salvadora

Gola de tricô
by crafty-mom

Essa gola (que muitas vezes eu desenrolava e colocava por cima das orelhas e nariz) me salvou no friiiiiio...
(por Helena)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Quilt in a Day: dia de tiete

Quem mexe com quilt e patchwork muito provavelmente já ouviu falar da Eleanor Burns, proprietária da empresa Quilt in a Day. Digo "empresa" porque não se trata de uma loja, simplesmente. "Quilt in a Day" dá nome ao programa de TV apresentado pela própria Eleanor, em mais de uma rede de TV americana (PBS, Quilter's TV, etc.), e à série de livros publicados por ela. Fui pesquisar, e vi que o primeiro, "Make a Quilt in a Day: Log Cabin Pattern", foi publicado em 1978. 

Pois bem... será que alguém notou o meu sumiço? Prometo: foi por uma boa (ótima!) causa. Estávamos passeando no "estrangeiro", matando as saudades do tempo em que moramos na Califórnia. "E eu quico?", aposto que alguém pensou kkkkk. Já farei a conexão. O fato é que aproveitei pra dar um pulinho em San Marcos, no sul da Califórnia, onde ficam a loja e o estúdio do programa, e matar as saudades da Eleanor (ai que intimidade, crafty-mom diria), que, por sorte, estava por lá. Já tínhamos tido essa mesma sorte, crafty-mom e eu, há uns 5 anos atrás, como vocês podem conferir aqui.

Sou supertímida, mas, em nome do blog, passei o óleo de peroba na cara de pau e lá fui eu, de hubby-maridex a tiracolo pedir para tirar uma foto com ela e fotos da loja. Ela foi suuuuper simpática e até fez uma brincadeirinha comigo (confesso que gosto um tantinho do humor americano... é a forma que eles usam pra demonstrar polidez): disse que eu deveria deixar toda a minha roupa suja para trás, para poder levar mais tecidos na mala.

Bem, aí vão algumas fotos para contar a história.

Visita à Quilt in a Day
Quilt in a Day: empresa estabelecida em 1955
Os pezinhos coloridos atrás da placa são da minha fofura Heloísa 

Visita à Quilt in a Day 
Livros mil: dá vontade de deixar a roupa suja pra trás e levar todos!

Visita à Quilt in a Day 
Bisbilhotando TUDO!

Há alguns anos crafty-mom fez essa colcha pra mim. Quem se lembra? Vejam aqui.

Visita à Quilt in a Day
Sim, é claro, fiz umas comprinhas!

Visita à Quilt in a Day
Tcharam! Obviamente deixei o melhor para o fim: Eleanor Burns em carne e osso!

(por Helena, em crise de abstinência, há quase um mês sem costurar!)
 
Um P.S.: a placa do carro dela também mereceu uma foto. Quando falo da irreverência americana... *risos*



Carol, do Entrelaçando Chiconuelas ...

... também está em clima de sorteio. Para comemorar os dois anos do blog, a Carol vai sortear um porta -agulhas e um alfineteiro em forma de ratinho. Uma graça!

 
Vale a pena participar. O link é: http:http://entrelacandochiconuelas.blogspot.com/
  (por Cecilia)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sorteio no blog Sei lá... muitas coisas...

A Anna Lucia do Sei lá... muitas coisas... está fazendo uma promoção de luxo! Ela vai sortear dois livros: um de ilustrações, e outro, com projetinhos crafts.



É só passar lá e deixar um comentário.
(por Cecilia)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O gorro da Heloise II

Acabei o gorro. Só que...não levei em conta que, fazendo sem colocar a lã em volta do pescoço, a tensão do ponto é diferente. Bem que eu estava achando a coisa meio grandona, mas fui fazendo. É o número de pontos que costumo colocar! Bom, pra encurtar conversa: desmanchei tudo e refiz com menos pontos: em vez dos 69, montei 63. Resolvi colocar logo o pompom. Levo bem embrulhadinho e lá em Brasília arrepio a lã. Ficou assim:


Comentei que só consegui tricotar a lã por causa do ar condicionado. Só uma observação: durante aaaaanos relutei em instalar um aqui no meu quarto; por causa de alergia, etc.etc. Com o calor, do qual já venho falando desde a primavera, não resisti mais. Dei-me conta de que o barulhinho incomoda mais que a garganta pigarreante da manhã do dia seguinte. Então deixo esfriar bem o ambiente; na hora de dormir, desligo o aparelho e ponho pra funcionar o ventilador de teto. Será que eu sou doidinha?
(por Cecilia)