Enquanto a Helena curte o inverno da Califórnia, depois de passar pelo de Nova Iorque e o de Washington, eu vou me deliciando com as lembrancinhas que o Guto e a Norma trouxeram de Londres pra mim.
Gosto muito de tudo o que se refere à Idade Média e ao Renascimento, pulo os séculos XVII e XVIII e volto a me interessar pelo século XIX, principalmente o período do Romantismo. Da História da Inglaterra, leio muito sobre a dinastia dos Tudors e tudo o que se refere a Henrique VIII (é, aquele mesmo, o das seis mulheres). Não é que o admire, é que me intriga o ser medieval e renascentista desse rei, um homem de transição entre duas épocas. E tento seguir a máxima de não ver os fatos do passado com os olhos do presente, ou seja, tento entender os fatos, mas sem justificá-los. Difícil, né? Nem sempre consigo ...
O Guto e a Norma se lembraram de mim, assim:
A cruz celta; dois discos com música da época do Henrique VIII; um dedal - reprodução de um dedal da época renascentista, datado do século XVI; um alfineteiro com a Rosa de Tudor; um enfeite imitando um vitral, da Capela de São Jorge, também com a Rosa de Tudor; e um lápis (adoro lápis) do British Museum. O único objeto que não tem a ver com os Tudors é a cruz celta. É que houve uma época em que eu lia tudo sobre esse povo, por causa da Irlanda, que é um país belíssimo. Mas vamos levar em conta que o Henrique VIII tinha como um dos títulos, o de rei da Irlanda. Olhem a Rosa de Tudor em detalhe:
Meus meninos não se esqueceram do meu lado artesanal e trouxeram uma revista de patchwork e um marcador de livros para bordar em ponto de cruz, com .... a Rosa de Tudor: vem agulha, linha e também aquela franja (borla?), pra pendurar na ponta:
Já escutei os discos, copiei-os no computador e, enquanto escrevo esta postagem, me delicio com música da Renascença. Algumas músicas são do próprio Henrique VIII, que , além de compor, tocava virginal, órgão, harpa e alaúde.
O marcador, vou levar pra fazer em Brasília.
(por Cecilia)
































