Este é o meu presépio. Todos os anos, no início de dezembro, eu o coloco na sala e fico pensando na mensagem de "Paz na terra a todos os homens de boa vontade".
Meu presépio é um oratório, comprado não me lembro mais onde, nem quando. Possivelmente, na Feira da Torre de Brasília. Tem todos os elementos: a manjedoura com a Sagrada Família, os animais, o pastor, os Reis Magos. A imaginação do artista anônimo colocou tudo isso num cenário de cidadezinhas do Nordeste. Tem um cactus. E até bandeirinhas.
Amo esse presépio. Penso em coisas simples e na felicidade de poder ser feliz, apesar de tudo o que acontece no mundo.
Na época do Natal penso muito nas coisas boas que aconteceram e nos momentos ruins que, ainda bem, já passaram. "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". Isso mamãe dizia sempre - mulher sábia.
Agradecer a Deus, agradecer sempre.
Nosso grupo de cultura sefaradi canta uma canção, cuja melodia foi composta por um grego cristão, e a letra, feita por um judeu israelense. Nós a cantamos em hebraico - Todá -. A tradução é esta:
Obrigada (Graças)
Graças pelo que criaste
Graças pelo que me deste
Pela luz dos meus olhos
Por um ou dois amigos
Por uma canção que flui
E um coração que perdoa
Porque por causa disso
Eu vivo
Graças pelo que criaste
Graças pelo que me deste
Pelo sorriso de uma criança
Pelo céu azul, pela nossa terra
Por um cálido lar
Por um lugar onde estar
Por alguém que me ama
Porque por causa disso
Eu vivo
Graças pelo que criaste
Graças pelo que me deste
Por um dia de felicidade
Pela inocência e pela honestidade
Por um dia triste que já passou
Pelos muitos aplausos
Porque por causa disso
Eu vivo
"Nasceu-nos um menino
Na gruta de Belém
Tão doce e pequenino
Quanta beleza tem"
(por Cecilia, em fase de reflexão)